“Tem
uma história que eu odiava quando era criança. O Conto das Duas Irmãs. Eu odiava
o pai na história. Mesmo com as duas filhas sendo maltratadas pela madrasta e
ficando à beira da morte, ele fez vista grossa para tudo. Aquele que
negligencia e faz vista grossa ao abuso é pior do que a pessoa que abusa. As duas
irmãs foram praticamente mortas pelo pai.”
O
foco do décimo terceiro capítulo da série Tudo bem não ser normal está
na família e relações familiares.
Ko Moo- yeong tem a ideia de tirar uma foto de
família com Gang-tae e o irmão dele, os quais estão morando junto com ela no
castelo amaldiçoado. Moram juntos e ela concebe que para ritualizar o fato de
serem uma família precisariam de uma foto em família que ficaria exposta na
casa. Simbolicamente tem realmente uma importância muito bonita a representação
em fotografia daquilo ou daqueles que consideramos admiráveis.
Uma
questão árdua abordada nesse episódio é o caso de uma paciente do hospital psiquiátrico
com múltiplas personalidades. Revela-se que ela era maltratada pela mãe na
infância e o pai não interferia para defendê-la. Como forma de “proteção”
desenvolveu o transtorno de múltiplas personalidades. O pai vai visitá-la,
entretanto ela tem pavor em encontrá-lo. Gang-tae, o enfermeiro, propõe protegê-la
quando o pai se aproxima para que ela possa dizer a ele o que a estava
sufocando.
“Aquele que negligencia e faz vista grossa ao
abuso é pior do que a pessoa que abusa”. Essa frase dita no conto narrado no
episódio nos leva a refletir sobre algo muito sério: o abuso. O que é colocado
em choque é a falta de ação de quem sabe sobre um abuso. Ser cúmplice de algo
tão sério e ficar sem atitude. É nossa responsabilidade expor, denunciar,
trazer à luz os casos que conhecemos para que sejam solucionados. Não devemos
nos calar e ser pior que a pessoa que abusa.
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