“Era
uma vez uma linda bebezinha que nasceu em uma família rica. Ela era perfeita
como as magnólias. Sua mãe a amava tanto, que jurou fazer de tudo por ela.
Prometeu a ela até o Sol e a Lua. Quando a bebê começou a comer, a mãe ficou
empolgada. ‘Minha filhinha. Vou dar tudo o que você quiser comer. Abra bem a
boca. Assim’. Quando ela começou a andar, a mãe veio correndo. ‘Minha filhinha.
Eu te carrego. Venha. Suba nas minhas costas’. Depois de criar a bebê, sempre
provendo tudo de que ela precisava, a mãe disse: ‘Minha querida filha. Agora
preciso descansar um pouco. Você pode me trazer comida?’ A menina respondeu:
‘Mãe, eu não tenho mãos. Eu nunca as usei, então elas sumiram’. ‘Então,
filhinha, pode me carregar nas costas? Minhas pernas doem’. E a menina respondeu:
‘Mãe, eu não tenho pés. Você sempre me carregou nas costas, então nunca pisei
no chão. Mas, em compensação, tenho uma boca enorme’. Então ela abriu sua boca
gigantesca. Em seguida, com raiva, a mãe gritou: ‘Você nunca foi minha bebê
perfeita. Está mais para um tamboril. Só sabe comer o que ofereço. Não faz nada
por conta própria. É um fracasso!’ Então a mãe jogou a bebê no mar longínquo.
Desde aquele dia, dizem que os pescadores ouvem o choro de um bebê vindo do mar
em dias tenebrosos de ventania. ‘Mamãe. Mamãe. O que eu fiz de errado? Por
favor, venha me buscar. Por favor... volte...para me buscar’.
Essa
história contada no décimo quarto capítulo da série Tudo bem não ser normal
nos desperta para uma reflexão sobre a superproteção. Fazer tudo para os filhos
com a intenção de ser prestativo, amoroso, dedicado, sem ponderar que eles são
capazes de fazer por si mesmos, pode acarretar consequências desastrosas. No futuro,
assim como a bebezinha da história podem se sentir “sem mão” e “sem pés” por
não conseguirem resolver sozinhos suas próprias questões e tarefas. Podemos ampliar
nosso olhar para outras relações além dos filhos, em todos os nossos relacionamentos
estamos sujeitos a fazer pelo outro aquilo que ele mesmo poderia fazer. Devemos
ser sensíveis para perceber até onde vão nossas obrigações e onde começa a dos
outros. Fazer tudo pelos outros não é saudável para si mesmo.
O
episódio décimo quarto da série trata da relação de Ko Moo- yeong com a mãe
dela, a qual foi uma mãe superprotetora. Descobre-se que a mãe que pensavam
estar morta estava viva. Cria-se um clima de suspense sobre que maldade poderia
ser feita pela mãe da personagem nesse episódio.
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