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| Fonte/Reprodução: Google |
Uma mulher envergonhada e
marcada diante de todo o povo. Acredito que não deve ser fácil caminhar marcada
com o "A" de adúltera. Além disso, Hester ainda precisou viver com a
criança fruto do "pecado” no dia a dia e enfrentar as pessoas da sociedade
com olhares e comentários de julgamento e condenação.
A história se passa em uma
comunidade puritana no século XVII. Hester Prynne foi condenada e exposta
ridiculamente. Pearl (pérola) foi o nome escolhido para a menina por ser
considerada uma joia pela mãe. Uma menininha criada isolada e, muitas vezes,
humilhada, por ser a prova viva do pecado cometido. Pearl apresenta em algumas
situações comportamentos inadequados, os quais são criticados por ser filha de
quem é ou mesmo “filha do diabo”. Todavia,
ao olhar com mais cuidado o que se observa é uma criança com comportamentos
infantis, enfim, uma criança sendo criança.
Roger Chillingworth chega
misteriosamente na cidade e logo descobrimos ser ele o marido traído que
ninguém conhecia. O leitor descobre que ele é o marido, entretanto o segredo é
guardado na trama. O reverendo Arthur Dimmesdale passa a sofrer com fortes
dores no peito e é ajudado por esse homem emblemático. Dimmesdale é muito
admirado na comunidade por seus sermões.
É interessante perceber
características dos seres humanos nos personagens: se sentem bem em ver alguém
em situação de dificuldade. Quanto prazer com a possibilidade de desprezar um
alguém "pior" que si mesmo. Observa-se já no início da trama a
conversa entre mulheres que consideravam pouca a punição recebida e cogitavam a
morte como punição adequada para essa mulher "terrível".
Outro ponto que merece destaque
é o de a protagonista concordar em não revelar o homem envolvido na situação.
Ela guarda o segredo para protegê-lo do julgamento. Entretanto, ele não deixa de carregar o peso
da culpa, já que mesmo que ninguém saiba da sua atitude, ele sabe e não pode se
livrar disso.
Um livro envolvente e que vale
cada minuto de leitura dedicado a ele....
