sexta-feira, 28 de agosto de 2020

O MENINO QUE SE ALIMENTAVA DE PESADELOS

 

“Ele não tinha mais pesadelos.  Mas, por algum motivo ele não era feliz (...) Todas as minhas lembranças ruins sumiram, mas por que, por que não consigo ser feliz? (...) e disse uma coisa a ele: ‘Lembranças muito dolorosas. Lembranças de arrependimentos. Lembranças de machucar e ser machucado. Lembranças de ser abandonado. Somente aqueles com essas lembranças enterradas no coração, podem se tornar mais fortes, apaixonados e emocionalmente flexíveis. E só essas pessoas podem alcançar a felicidade´. (...) Não se esqueça de nada. Lembre-se de tudo e supere. Se não superar, sempre será uma criança cuja alma nunca floresce.”

O primeiro capítulo da série Tudo bem não ser normal se desenrola com a história do menino que se alimentava de pesadelos como “pano de fundo”. Os acontecimentos narrados se comunicam com os conflitos dessa história infantil. A busca por ser feliz e como. Os tormentos que as lembranças do passado nos trazem.

“Por que não consigo ser feliz?” Essa forte indagação atormenta os seres humanos em vários momentos da busca do sentido da vida na trajetória que percorremos. Trajetória que se revela como consequência das escolhas que fazemos. Busca-se uma fórmula, um “feitiço”, uma maneira de alcançar a felicidade.

E as memórias ruins do passado? Esquecer? A mensagem passada é: não se esqueça de nada. Apagar as memórias não nos livrará do sofrimento. Enfrentar e superar parece ser o caminho mais coerente.

A busca pela felicidade nos dá força para sonhar e nos mover. Perceber os pequenos momentos felizes na busca por algo maior também é um desafio. Enfrentar, superar, mover-se em direção ao que se espera alcançar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

TUDO BEM NÃO SER NORMAL

 

Tudo bem não ser normal é uma série coreana que chama a atenção de cara pelo título. Valeu a pena arriscar pelo título.  A cada episódio o envolvimento com a trama vai crescendo e as questões tratadas vão realmente suscitando inquietações de forma simples mas que nos levam a profundas reflexões sobre questões psicológicas.

Uma escritora de livros infantis um pouco incomuns, com temas “assustadores”, oferece os ingredientes por meio de cada episódio com a história dos livros dela ou de algum conto “universal” conhecido por muitos de nós. Cada história contada nos leva a refletir sobre alguma questão que nos incomoda ou incomoda alguém em nossa volta.

Essa personagem escritora vive um romance com um enfermeiro de uma instituição psiquiátrica. Essa instituição faz parte de todos os episódios sendo a ligação com a questão do “ser normal”. 

Refletir sobre o ser normal, com os vários questionamentos que a série acarreta, torna-se algo espontâneo e transformador. Questões simples, postas de forma singela, despertam em nós reflexões profundas.