sábado, 8 de julho de 2023

Jesus: servo e humilde

 "Em vez disso, ele se esvaziou, tomando a natureza de um servo, tornando-se semelhante a um ser humano. Ao vir para nós, humildemente como um homem, ele se submeteu à morte, até mesmo à morte na cruz."

(Filipenses 2:7‭-‬8)



Tantas vezes somos cheios das nossas convicções e não paramos para perceber a voz de Deus. Voz de Deus? Como? 


Não percebemos a grandeza de Deus que se manifesta nas pequenas coisas cotidianas. Então, pensamos que Deus está muito longe e não vai falar conosco. 


Como Deus vai falar comigo? Eu acredito que ele fala por meio das pessoas com quem nos relacionamos. Se estivermos atentos, conseguimos ouvir Deus no nosso dia a dia . Ele é um Deus de detalhes e se manifesta no amor demonstrado a nós pelas pessoas que nos cercam.


Jesus para cumprir o propósito de Deus precisou viver como um ser humano. O caminho humano que Jesus trilhou nada tem a ver com o que chamam de sucesso atualmente. Jesus não buscava reconhecimento e glória. Jesus era humilde. Jesus era servo.


O Deus todo poderoso veio para terra para ser servo. Jesus veio trabalhar pelos outros. Ele não veio pra ser servido. Não veio para receber dos outros, pelo contrário, veio se doar.


E, por fim, se submeteu a morte de cruz. Cruz representa vergonha. Jesus se entregou ao tipo mais vergonhoso de morte por nós. Ele é nosso exemplo: servo, humilde e aquele que se entrega em amor ao próximo.

sábado, 18 de março de 2023

Hassan: um personagem cativante e inspirador

 

Hassan é aquele personagem amado quase de forma unânime por quem tem contato com o livro “O caçador de pipas”. Um menino pobre que serve de forma leal a seu “patrão” e amigo Amir.

 

No seguinte trecho Amir descreve a sinceridade de Hassan:

 “Foi aí que descobri como é difícil olhar diretamente nos olhos das pessoas como Hassan, essas pessoas que dizem sinceramente o que pensam”. 


Que descrição linda na qual vemos um alguém transparente que revela verdade no olhar, que característica admirável!

 

Amir carrega um poder que é saber ler. Por ter essa competência nas mãos acaba por agir de forma arrogante em certos momentos. É triste a passagem em que decide mudar o final de uma história contada com a justificativa de que Hassan não sabe ler e, então, ele pode fazer o que bem quiser porque o outro não terá como conferir se é verdade. Sendo assim, a Hassan cabe apenas confiar. Precisamos ter cuidado com nossas competências e habilidades para que isso não nos faça querer dominar o outro.

 

Hassan passa por um abuso sexual para defender os interesses de Amir em uma competição de pipas. Essa é uma das tantas dores que sentimos com Hassan ao longo da história. Depois do ocorrido Amir carrega uma culpa por ter visto tudo e não ter tido coragem de agir. Em busca de se livrar da dor dele, Amir acusa Hassan de roubo. E assim, Hassan com toda lealdade, confessa um roubo que não cometeu. Como consequência, ele e o pai deixam a casa dos patrões.

 

Hassan carregava consigo a habilidade de entender profundamente seu amigo Amir:

“Hassan não era capaz de ler nem um livro de primeira série, mas podia me ler com a maior facilidade. Era um tanto perturbador, mas também um pouco reconfortante ter alguém que sempre sabia do que você estava precisando.”


 Hassan é um símbolo de entrega pelo outro. Ele é uma representação de alguém que nega seus próprios interesses pelo bem do amigo. Apesar de ser revoltante ver as atitudes de Amir é devido a elas que podemos perceber a grandiosidade humana de Hassan.

 


Amir e Hassan nos fazem refletir sobre dois tipos de pessoas. Vemos aquela que com sua bondade, infelizmente, passa a ser “abusada” das mais diversas formas. E a outra, a que sempre quer tirar proveito das situações e num tem coragem de assumir suas responsabilidades. A trajetória de Hassan é de sofrimento por estar em um ambiente em que o mais forte sobrevive...

 

 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Livro: "A letra escarlate"

 

Fonte/Reprodução: Google

Uma mulher envergonhada e marcada diante de todo o povo. Acredito que não deve ser fácil caminhar marcada com o "A" de adúltera. Além disso, Hester ainda precisou viver com a criança fruto do "pecado” no dia a dia e enfrentar as pessoas da sociedade com olhares e comentários de julgamento e condenação.

 

A história se passa em uma comunidade puritana no século XVII. Hester Prynne foi condenada e exposta ridiculamente. Pearl (pérola) foi o nome escolhido para a menina por ser considerada uma joia pela mãe. Uma menininha criada isolada e, muitas vezes, humilhada, por ser a prova viva do pecado cometido. Pearl apresenta em algumas situações comportamentos inadequados, os quais são criticados por ser filha de quem é ou mesmo “filha do diabo”.  Todavia, ao olhar com mais cuidado o que se observa é uma criança com comportamentos infantis, enfim, uma criança sendo criança.

 

Roger Chillingworth chega misteriosamente na cidade e logo descobrimos ser ele o marido traído que ninguém conhecia. O leitor descobre que ele é o marido, entretanto o segredo é guardado na trama. O reverendo Arthur Dimmesdale passa a sofrer com fortes dores no peito e é ajudado por esse homem emblemático. Dimmesdale é muito admirado na comunidade por seus sermões.

 

É interessante perceber características dos seres humanos nos personagens: se sentem bem em ver alguém em situação de dificuldade. Quanto prazer com a possibilidade de desprezar um alguém "pior" que si mesmo. Observa-se já no início da trama a conversa entre mulheres que consideravam pouca a punição recebida e cogitavam a morte como punição adequada para essa mulher "terrível".

 

Outro ponto que merece destaque é o de a protagonista concordar em não revelar o homem envolvido na situação. Ela guarda o segredo para protegê-lo do julgamento.  Entretanto, ele não deixa de carregar o peso da culpa, já que mesmo que ninguém saiba da sua atitude, ele sabe e não pode se livrar disso.


Um livro envolvente e que vale cada minuto de leitura dedicado a ele....