“Ele
não tinha mais pesadelos. Mas, por algum
motivo ele não era feliz (...) Todas as minhas lembranças ruins sumiram, mas
por que, por que não consigo ser feliz? (...) e disse uma coisa a ele: ‘Lembranças
muito dolorosas. Lembranças de arrependimentos. Lembranças de machucar e ser
machucado. Lembranças de ser abandonado. Somente aqueles com essas lembranças
enterradas no coração, podem se tornar mais fortes, apaixonados e
emocionalmente flexíveis. E só essas pessoas podem alcançar a felicidade´.
(...) Não se esqueça de nada. Lembre-se de tudo e supere. Se não superar,
sempre será uma criança cuja alma nunca floresce.”
O
primeiro capítulo da série Tudo bem não ser normal se desenrola com a
história do menino que se alimentava de pesadelos como “pano de fundo”. Os
acontecimentos narrados se comunicam com os conflitos dessa história infantil.
A busca por ser feliz e como. Os tormentos que as lembranças do passado nos
trazem.
“Por
que não consigo ser feliz?” Essa forte indagação atormenta os seres humanos em
vários momentos da busca do sentido da vida na trajetória que percorremos.
Trajetória que se revela como consequência das escolhas que fazemos. Busca-se
uma fórmula, um “feitiço”, uma maneira de alcançar a felicidade.
E
as memórias ruins do passado? Esquecer? A mensagem passada é: não se esqueça de
nada. Apagar as memórias não nos livrará do sofrimento. Enfrentar e superar
parece ser o caminho mais coerente.
A
busca pela felicidade nos dá força para sonhar e nos mover. Perceber os
pequenos momentos felizes na busca por algo maior também é um desafio.
Enfrentar, superar, mover-se em direção ao que se espera alcançar.
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