sexta-feira, 9 de outubro de 2020

O CÃO ALEGRE

 

“Era uma vez um cão que sabia esconder muito bem suas emoções. Ele ficava amarrado sob uma árvore de sombra. Ele sempre abanava o rabo e era fofo. Por isso, era chamado de ‘O Cão Alegre’, tão alegre quanto a primavera. O cão sempre se divertia muito com as crianças do vilarejo. Porém, toda noite, ele gemia e choramingava quando não havia ninguém por perto. Ele chorava porque queria se soltar e correr livremente no campo florido. Mas ele não podia. Por isso chorava todas as noites. Todas as noites. Um dia, uma voz dentro dele perguntou ao Cão Alegre: ‘Por que você não corta a coleira e foge?’ E o Cão Alegre respondeu... ‘Estou amarrado há muito tempo, então não sei como me libertar.’

O Cão Alegre é a história compartilhada no sétimo capítulo da série Tudo bem não ser normal. Uma história simples que carrega uma grande lição. Quando se está preso por muito tempo é bem difícil se livrar das “amarras”. Sejam costumes, comportamentos, tradições ou o que for, romper é uma atitude corajosa que vem muitas vezes acompanhada pelo medo e pela dor.  O Cão Alegre vivia aparentemente feliz. Viver de aparência é o problema nessa situação. Às vezes é preciso mudança. Deixar as aparências de lado para ser verdadeiramente feliz e alegre.

Neste episódio Ko Moo- yeong é atormentada de noite por um pesadelo. Gang-tae vai até o quarto dela para ajudá-la porque escutou ela gritando. Ela muito assustada o manda correr e fugir dali. Ele permanece firme e declara que não a deixará. Naquele dia Gang-tae faltou ao trabalho para cuidar dela. Faltar ao trabalho foi uma atitude ousada para o personagem que sempre age de maneira correta e cumpre seus deveres. Com essa atitude ele se mostra como alguém que conseguiu “romper” ,ainda que bem pouco, as cordas que o prendem.

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