Desde
março de 2020 nosso modo de vida mudou. Adaptações rápidas foram necessárias
para o nosso bem. O uso da máscara como proteção, para si e para o outro,
tornou-se indispensável. Uso a máscara e continuarei a usar enquanto for
preciso.
Não
é fácil tudo isso que estamos vivendo. A máscara é uma proteção que nos deixa,
tantas vezes, desconfortáveis. É mais difícil respirar enquanto caminhamos. Temos
que falar em um tom mais alto para que as pessoas nos ouçam. Não conseguimos
perceber bem as reações faciais das pessoas em nossas interações. Entretanto,
nenhum desses desconfortos seria pior que o risco de se descuidar e ser
infectado pelo vírus. Não devemos ser como crianças birrentas que em busca de
seu bem estar faz apenas o que lhes deixa confortável.
Esses
meses têm exigido de nós amadurecimento. Seguir as orientações de proteção é
responsabilidade individual para o bem de todos. É muito estranho sair na rua e
não poder enxergar o rosto das pessoas. Não é fácil manter distanciamento sendo
um povo de cultura calorosa e acolhedora. Gostamos de estar perto dos outros,
mas agora é hora de ser maduro e entender que não podemos.
Percebo
a máscara nos “prendendo” de tantas sensações. Ela é necessária e não deve ser
abandonada. Nossas interações estão limitadas e é preciso aprender um novo
jeito de nos aproximar do outro. Podemos olhar e observar o outro melhor, ainda
que tenhamos apenas os olhos como expressão. Podemos caminhar com mais calma
para que a respiração não se canse tanto. Precisamos perceber nossos limites em
meio a tantas mudanças. Perceber os limites, mas não ser como crianças
desobedientes e que buscam seus próprios interesses.
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